Meio ano depois – Renault

No início deste ano, ficámos todos com dúvidas relativamente à equipa de Enstone. Ninguém sabia se os carros franceses conseguiriam aguentar o ritmo do final de 2008, ou se voltavam à (muito pouca) competitividade do início do ano passado. A apresentação do R29 ainda deixou mais dúvidas, pois de uma lado havia Alonso tagarelando sobre um possível título, e do outro olhávamos para um carro que parecia um verdadeiro camião, sem qualquer linhas dignas de nota, com um bico alto e bem quadradinho… Com os testes depressa percebemos que o Renault não estava à altura do desafio, obrigando Fernando a moderar o seu discurso.

Regresso ao passado: Em Melbourne, os maus resultados dos testes depressa se reflectiram na equipa, com Piquet a ficar logo pela Q1, e Alonso mesmo com as suas indiscutíveis capacidades não conseguiu levar o seu camião além do 12º posto. A corrida até fo melhor para o espanhol, que aproveitou para passar a corrida incógnito até quatro preciosos pontos. O seu companheiro fez uma péssima corrida, pois até ao seu abandono (travões frios na sequência de um Safety-Car) não estava numa posição nada agradável. Na corrida malaia, os chassis franceses não conseguiram um único ponto com os dois pilotos, mas desta vez Alonso ainda conseguiu passar para a Q3, mesmo não batendo ninguém nessa fase…Algumas melhorias: Em Shangai, a equipa levou algumas peças novas, incluíndo um duplo difusor (que apenas veio para Alonso, no jacto privado de Briatore). Mesmo não recebendo a maioria das novidades, Piquet ficou muito abaixo do esperado não passando de novo pela Q1; o seu companheiro impressionou tudo e todos ao colocar-se entre os dois Red Bull, em segundo! Na corrida, as coisas não correram tão bem: tornara-se claro que Fernando tinha muito pouca gasolina, tendo de reabastecer quando o SC ainda estava em pista… Ainda assim, acabou em nono, mas soube a pouco. O seu companheiro conseguiu fazer pior (como?) ao passar mais tempo fora de pista do que dentro, tendo de trocar a asa da frente duas vezes por erros seus.

Para o Barhain, a equipa foi com muito pouca esperança, após a etapa chinesa não os ter premiado com quaisqueres pontos, mas o cenário até foi animador: Piquet conseguiu finalmente sair da Q1, ainda que não tenha estado isente de erros; e Alonso levou o seu paralelipípedo sobre rodas até ao sétimo posto. Na corrida foi ainda melhor como resultado de conjunto, com Alonso a perder uma posição em relação ao grid, mas ainda conseguiu dar um pontito à equipa, e Nelsinho finalmente fez uma corrida decente, em que se defendeu brilhantemente de Barrichello.A somar gradualmente: Com a chegada a casa de Alonso, a equipa ainda não tinha conseguido chegar a uma performance ideal, e apesar de chegar à Q3, o carro estava obviamente com pouco combustível; Piquet conseguiu sair de novo para a Q2, mas só aconteceu devido a erros de terceiros… Na corrida, Alonso aproveitou os problemas de combustível de Massa para passar a 5º, e Piquer voltou a estar muito mal. No Mónaco, os Renault estavam bastante bem, com Alonso a ter feito o melhor tempo de Sábado de manhã, e chegando à Q3 com relativa facilidade, e Piquet poderia ter seguido o mesmo caminho, não fosse um pião numas das suas voltas rápidas. Na parte “a sério” Alonso ainda levou uns pontos, mas Piquet foi abalroado pelo estreante Buemi.

Início da queda: Na Turquia vimos mais do mesmo, com Alonso na Q3 (apesar de um susto na curva 8) e na frente de Piquet, que perdeu o controlo do carro nas suas duas voltas rápidas na Q1. Na corrida foi tudo ainda menos risonho com Alonso a dizer à equipa que não tinha capacidade para mais do que o 10º posto, e Piquet apesar de uma boa ultrapassagem a Hamilton não conseguiu evitar cair na classificação. No Reino Unido, a equipa de Enstone tinha muito a fazer, pois os seus piltos estavam fartos que ter de dar o litro só para saírem da Q1, fazendo questão de o dizer em público! Na corrida os pilotos estiveram muito mal, não conseguindo pontuar nem chegar lá perto, mesmo se Piquet se defendeu bem de Kubica e Hamilton.Terceira força: Com a chegada ao Nurburgring, a equipa esperava poder capitalizar pontos, e propôs-se com o objectivo de chegar até ser terceira força do campeonato. Depressa nos apercebemos que estavam mesmo a dar o tudo ou nada nesse sentido, com Piquet a chegar à Q3 pela primeira vez este ano, e na frente de Alonso (pela primeira vez, também). A volta mais rápida da corrida e dois pontos para Alonso mostraram até que ponto a equipa estava a falar a sério…

Portanto, conseguirá a Renault ganhar ainda uma corrida este ano? Ou terá sido a performance do Nurburgring puro acaso?

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