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Meio ano depois – Brawn

Como o mercado de pilotos, as alterações nos carros, e até os rumores andam parados (muito estranha a parte dos rumores…), decidi fazer as minhas análises à temporada de 2009, equipa a equipa. A minha primeira escolhida foi a equipa Brawn. A que equipa serve melhor a frase “David contra Golias” como à equipa de Brackley? Em especial, Jenson Button que lidera neste momento o campeonato com 64 pontos, quando o ano passado tinha apenas três…O início: Tudo começou com o anúncio da Honda em como iria abandonar a F1, colocando a equipa à venda. Começaram os mais variados rumores desde Carlos Slim até Richard Branson como potenciais compradores da equipa nipónica. Já mais para o fim, dava-se quase por garantido que haveria um mangement buyout da parte de Ross Brawn e Nick Fry, com os patrocínios de Bruno Senna a ajudarem nas melhorias aerodinâmicas ao longo do ano, e que Jenson Button ajudaria a equipa com o seu talento e experiência.

De facto, a 27 de Fevereiro já se falava de que a Honda estava salva, mas ainda sem nome nem pilotos confirmados. A 3 de Março tornavam-se cada vez mais insistentes os rumores de que Rubens Barrichello tinha desde o início um acordo com Ross Brawn para pilotar em 2009. A 6 de Março, ocorreu a confirmação da compra de Brawn e Fry, com a equipa a passar a chamar-se Brawn GP e a receber motores Mercedes. O line-up foi acima de tudo, uma grande aposta em experiência, em detrimento de juventude e impulsividade, com Rubes Barrichello e Jenson Button confirmados como pilotos oficiais da nova equipa, deixando Bruno Senna apeado e sem lugar na GP2. O carro fez o shakedown oficial no mesmo dia em Silverstone, com o muito aliviado Button ao volante.

No entanto, ao iniciarem-se os testes conjuntos, depressa todos se aperceberam que o BGP001 era algo especial, ao pulverizarem por completo a concorrência. E, apesar dos rumores de que a Brawn só rodava com o tanque de gasolina bastante vazio, os próprios pilotos negavam, visivelmente impressionados com a velocidade dos carros. Muitos nomes, como Felipe Massa ou Fernando Alonso, arriscavam-se mesmo a dizer que aqueles eram os carros a abater em Melbourne. No entanto, Ross Brawn manteve os pés na Terra elogiando o trabalho das outras equipas, e dizendo que tinha esperança de bons resultados na prova australiana. Nem ele sabia, quão certo estava…O brilharete na estreia: Ao chegar a Melbourne, chegou a notícia de que a Virgin era o novo patrocinador principal da equipa, ainda que sem investir muito, com Richard Branson a afirmar que se o envolvimento aumentasse, a equipa poderia mesmo mudar de nome. As sessões de qualificação viram os dois Brawn isolados na frente, conseguindo uma dobradinha. Apesar de uma má partida de Rubens, os dois voltaram a repetir as mesmas posições na corrida, com Button na frente. Na Malásia, mesmo com os carros em 4º e 5º no final da primeira volta, Jenson voltou a conquistar uma brilhante vitória à chuva, com o seu companheiro a decepcionar um pouco ao não chegar ao pódio…

Red Bull passa à frente: Apesar do ânimo das duas primeiras corridas, a equipa britânica não conseguiu conter a recuperação de ritmo dos carros de Adrian Newey, que fizeram pole no seco, e dobradinha à chuva. No entanto, Jenson ainda lutou com Webber pelo 2º lugar, mas ficou no último degrau do pódio, amealhando uns pontos. Barrichello ficou em quarto, muito pressionado por Kovalainen; começava já aqui a perceber-se quem era o número 1 da Brawn… Na corrida seguinte, os Red Bull confirmam terem o melhor carro de novo, mas Jenson conseguiu colocar-se na frente de Lewis Hamilton, enquanto Vettel ficou muito tempo atrás do McLaren mais lento, ficando logo aí decidido o destino da corrida: mais uma vitória de Button, com Rubens a decepcionar de novo.Contra-ataque e domínio: Mesmo com as ameaças de Sakhir, a equipa de Ross Brawn chegou à prova espanhola com melhorias e com o regresso do domínio, com Barrichello a perder a corrida para Button devido a uma súbita mudança de estratégia do seu companheiro. No Mónaco nova confirmação, apenas os Ferrari tinham algum vislumbre dos carros brancos. Button desta vez ganhou com clara superioridade em relação a Rubens que tinha sido sempre melhor que o inglês no Mónaco até aí; o brasileiro viu-se mesmo forçado a admitir que Button pura e simplesmente não errava. Na corrida seguinte ainda houve uma ameaça de Vettel, mas um erro do alemão na primeira volta, entregou a liderança a Button, que não a perdeu apesar das ameaças do mais leve alemão. E, com o seu mais directo rival de fora, todos ficaram com a sensação de que fora uma vitória fácil de Jenson…

O regresso do rival: Com a chegada a Inglaterra, e a temperaturas mais frescas foi visível que os RB5 não tinham rivais à altura, com mais uma dobradinha chefiada por Vettel, apesar de Rubens ainda ter bloqueado Webber durante algumas voltas. E, à frente do seu público Button ficou em sexto, com o seu colega pela primeira vez à sua frente.

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