Velhos problemas mais actuais que nunca

Como as notícias que surgem são sempre birras de Mosley ou rumores de Alonso a ir para a Ferrari (que já existem desde 2007), decidi fazer mais uma investigação como já tinha feito sobre Villeneuve e Hamilton. Esta publicação também refere estes dois personagens, mas também os seus companheiros. Vou explicar, este post vai mostrar como a Williams entre 1997 e 1999, e a McLaren de 2007 a 2009, viveram situações em que apenas o nome dos intervenientes parece ter mudado. Estávamos no fim de 1996, Hill tinha conquistado o título em Suzuka face ao brilhante Villeneuve que no seu ano de estreia tinha ameaçado fortemente as hipóteses do britânico ganhar o campeonato. No entanto, as famosas relações de Frank Williams levaram Hill a abandonar a equipa no fim do ano, rumando para a Arrows. Jacques permaneceu na equipa, sendo atribuído para seu companheiro o jovem Heinz-Harald Frentzen vindo da Sauber. A ideia era a de evitar colocar alguém que pudesse ameaçar verdadeiramente a sua estrela em ascensão. Foi exactamente isso que aconteceu… Heinz limitou-se a ganhar uma corrida de honra em San Marino, contra as sete do seu companheiro, apesar disso ficou em segundo no campeonato graças à desclassificação de Schumacher do campeonato. Aliás, há quem garanta que Jacques deve o seu título a Hill. É que apesar de o britânico ter feito uma época para esquecer na Arrows, em que pontuar foi um milagre, o inglês esteve perto de conseguir uma vitória (!)… Sim, leram bem.

Estávamos no Hungaroring para o GP da Hungria, e Hill estava na frente com 22s de vantagem sobre Villeneuve a duas voltas do fim com o seu A18 quando, uma falha no sistema hidráulico começou a bloqueá-lo em segunda. O britânico ainda conseguiu mudar para terceira, mas foi inútil o Williams de Villeneuve chegou a um ritmo alucinante e ultrapassou-o! Mesmo assim, Damon ainda chegou em 2º, bem na frente de Herbert. Muitas pessoas afirmam que Schumi apenas forçou aquela ultrapassagem em Jerez pois Ville tinha conquistado mais aqueles quatro pontos em Budapeste, e que se Hill tivesse ganho, o alemão não teria sido forçado a tomar aquela atitude, e seria campeão…
Em 1998 foi tudo muito menos satisfatória para a Williams, pois o carro era menos competitivo que McLarens e Ferraris. Frentzen começou melhor a temporada que Villeneuve com um pódio, mas o canadiano bateu-o no campeonato. No final do ano, Jacques foi para a BAR (que tinha acabado de adquirir a Tyrrell) e Frentzen para a Jordan. O destino acabou por dar razão ao alemão, pois ganhou duas corridas, e chegou a estar na luta pelo campeonato, enquanto Ville nem um único ponto conseguiu, apesar de ter partido de sexta para Imola, e de ter estado em terceiro em Montmeló. Nesse ano, o mais novo Schumacher e o regressado Zanardi foram para a Williams, mas enquanto Ralf fez alguns pódios, o italiano nem pontuou abandonando a F1 no fim do ano.

Uns anos mais tarde passou-se outro drama. A McLaren tinha uma nova dupla de pilotos, contando com o campeão do ano anterior Fernando Alonso, e com o estreante protegido de Ron Dennis, Lewis Hamilton. Ficaram suspeitas logo na primeira corrida quando Hamilton poderia ter ficado na frente do companheiro, não fosse um problema no seu segundo reabastecimento. Mas, a situação só azedou de vez, quando no Mónaco, Lewis foi impedido de atacar Alonso na liderança por ordem de Dennis, que não queria prejudicar a dobradinha; as boas maneiras duraram cinco corridas…

Na Hungria, Alonso parou nas boxes na qualificação para reabastecer, Lewis parou atrás à espera da sua vez. Foi dada ordem de saída ao espanhol, mas ele ficou. O tempo passava. “Radio check” dizia a equipa, pensando que Alonso tinha problemas de comunicação. O asturiano ficou lá o tempo suficiente para fazer a melhor volta, mas não deixar o novato melhorar o seu tempo. Penalização de cinco lugares, e ainda isolamento na McLaren. A duas corridas do fim, Lewis estava na frente do campeonato com 12 pontos de vantagem sobre Fernando, e 17 sobre Raikkonen. Mas, um abandono na China, e dois pontos no Brasil não chegaram, e Kimi Raikkonen ganhou o título que o iludira em 2003 e 2005.Depois, o mesmo que na Williams de Hill e Villeneuve: o piloto experiente sai (Alonso), e dá-se um companheiro com poucas probabilidades de o bater (Kovalainen). Lewis ganhou o campeonato nesse ano, num ano em que o melhor piloto foi Massa, que perdeu o título na última curva da última volta da última corrida do ano frente ao seu público… De novo, Hamilton com bastantes vitórias, e Heikki Kovalainen apenas com uma, fruto de azares de outros. E, no ano seguinte (este), um péssimo carro que impede os pilotos de fazer melhor que pontuar ocasionalmente…

Será que para a ano, irá Heikki acertar na equipa e lutar pelo título, e Lewis sai da McLaren para uma péssima escolha… Por um lado, espero que sim, pois este ano não houve trocas quase nenhumas de pilotos, e gostava que houvesse muitas trocas de condutores…

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