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Archive for Junho, 2009

Velhos problemas mais actuais que nunca

30 de Junho de 2009 Deixe um comentário

Como as notícias que surgem são sempre birras de Mosley ou rumores de Alonso a ir para a Ferrari (que já existem desde 2007), decidi fazer mais uma investigação como já tinha feito sobre Villeneuve e Hamilton. Esta publicação também refere estes dois personagens, mas também os seus companheiros. Vou explicar, este post vai mostrar como a Williams entre 1997 e 1999, e a McLaren de 2007 a 2009, viveram situações em que apenas o nome dos intervenientes parece ter mudado. Estávamos no fim de 1996, Hill tinha conquistado o título em Suzuka face ao brilhante Villeneuve que no seu ano de estreia tinha ameaçado fortemente as hipóteses do britânico ganhar o campeonato. No entanto, as famosas relações de Frank Williams levaram Hill a abandonar a equipa no fim do ano, rumando para a Arrows. Jacques permaneceu na equipa, sendo atribuído para seu companheiro o jovem Heinz-Harald Frentzen vindo da Sauber. A ideia era a de evitar colocar alguém que pudesse ameaçar verdadeiramente a sua estrela em ascensão. Foi exactamente isso que aconteceu… Heinz limitou-se a ganhar uma corrida de honra em San Marino, contra as sete do seu companheiro, apesar disso ficou em segundo no campeonato graças à desclassificação de Schumacher do campeonato. Aliás, há quem garanta que Jacques deve o seu título a Hill. É que apesar de o britânico ter feito uma época para esquecer na Arrows, em que pontuar foi um milagre, o inglês esteve perto de conseguir uma vitória (!)… Sim, leram bem.

Estávamos no Hungaroring para o GP da Hungria, e Hill estava na frente com 22s de vantagem sobre Villeneuve a duas voltas do fim com o seu A18 quando, uma falha no sistema hidráulico começou a bloqueá-lo em segunda. O britânico ainda conseguiu mudar para terceira, mas foi inútil o Williams de Villeneuve chegou a um ritmo alucinante e ultrapassou-o! Mesmo assim, Damon ainda chegou em 2º, bem na frente de Herbert. Muitas pessoas afirmam que Schumi apenas forçou aquela ultrapassagem em Jerez pois Ville tinha conquistado mais aqueles quatro pontos em Budapeste, e que se Hill tivesse ganho, o alemão não teria sido forçado a tomar aquela atitude, e seria campeão…
Em 1998 foi tudo muito menos satisfatória para a Williams, pois o carro era menos competitivo que McLarens e Ferraris. Frentzen começou melhor a temporada que Villeneuve com um pódio, mas o canadiano bateu-o no campeonato. No final do ano, Jacques foi para a BAR (que tinha acabado de adquirir a Tyrrell) e Frentzen para a Jordan. O destino acabou por dar razão ao alemão, pois ganhou duas corridas, e chegou a estar na luta pelo campeonato, enquanto Ville nem um único ponto conseguiu, apesar de ter partido de sexta para Imola, e de ter estado em terceiro em Montmeló. Nesse ano, o mais novo Schumacher e o regressado Zanardi foram para a Williams, mas enquanto Ralf fez alguns pódios, o italiano nem pontuou abandonando a F1 no fim do ano.

Uns anos mais tarde passou-se outro drama. A McLaren tinha uma nova dupla de pilotos, contando com o campeão do ano anterior Fernando Alonso, e com o estreante protegido de Ron Dennis, Lewis Hamilton. Ficaram suspeitas logo na primeira corrida quando Hamilton poderia ter ficado na frente do companheiro, não fosse um problema no seu segundo reabastecimento. Mas, a situação só azedou de vez, quando no Mónaco, Lewis foi impedido de atacar Alonso na liderança por ordem de Dennis, que não queria prejudicar a dobradinha; as boas maneiras duraram cinco corridas…

Na Hungria, Alonso parou nas boxes na qualificação para reabastecer, Lewis parou atrás à espera da sua vez. Foi dada ordem de saída ao espanhol, mas ele ficou. O tempo passava. “Radio check” dizia a equipa, pensando que Alonso tinha problemas de comunicação. O asturiano ficou lá o tempo suficiente para fazer a melhor volta, mas não deixar o novato melhorar o seu tempo. Penalização de cinco lugares, e ainda isolamento na McLaren. A duas corridas do fim, Lewis estava na frente do campeonato com 12 pontos de vantagem sobre Fernando, e 17 sobre Raikkonen. Mas, um abandono na China, e dois pontos no Brasil não chegaram, e Kimi Raikkonen ganhou o título que o iludira em 2003 e 2005.Depois, o mesmo que na Williams de Hill e Villeneuve: o piloto experiente sai (Alonso), e dá-se um companheiro com poucas probabilidades de o bater (Kovalainen). Lewis ganhou o campeonato nesse ano, num ano em que o melhor piloto foi Massa, que perdeu o título na última curva da última volta da última corrida do ano frente ao seu público… De novo, Hamilton com bastantes vitórias, e Heikki Kovalainen apenas com uma, fruto de azares de outros. E, no ano seguinte (este), um péssimo carro que impede os pilotos de fazer melhor que pontuar ocasionalmente…

Será que para a ano, irá Heikki acertar na equipa e lutar pelo título, e Lewis sai da McLaren para uma péssima escolha… Por um lado, espero que sim, pois este ano não houve trocas quase nenhumas de pilotos, e gostava que houvesse muitas trocas de condutores…

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Santander British Grand Prix – Corrida

26 de Junho de 2009 Deixe um comentário
Peço desculpa por todos os atrasos relativos a esta corrida, mas para os que esperaram espero que a análise esteja ao vosso gosto. ^.^Quando todos nós achávamos que Button iria consagrar-se diante do seu público, a caminho do seu primeiro título mundial, foi Sebastian Vettel quem dominou de ponta a ponta a última corrida em Silverstone. O alemão esteve irrepreensível conseguindo, graças a Barrichello, 20s de vantagem antes da sua paragem nas boxes, o que lhe permitiu poupar o carro. O seu companheiro de equipa ficou logo atrás, numa corrida em que a vitória parecia sua, graças ao seu fantástico ritmo no circuito, mas provavelmente perdeu a corrida ao ficar encurralado atrás de Barrichello. O brasileiro foi pela primeira vez superior a Button, mas isso aconteceu justamente numa corrida em que a Brawn não tinha o melhor carro… Rubens aguentou o máximo que pôde o Red Bull de Webber atrás, mas a diferença de andamento era demasiado grande. Já Jenson ficou muito abaixo das expectativas no “seu” circuito, sendo relegado para 10º logo no fim da primeira volta, apenas conseguindo voltar à posição de origem graças a um erro de Massa, e paragens rápidas… Ainda assim, continua com uma vantagem considerável no campeonato, sendo fundamental geri-la se quer conquistar o título.A Ferrari conseguiu pontuar com os dois carros pela 2ª vez este ano, mas enquanto Massa brilhou, Raikkonen destoou um pouco. Kimi escolheu uma estratégia agressiva para a qualificação que acabou por não dar frutos, o que lhe prejudicou a corrida apesar de ter ganho 4 lugares na partida. Felipe aproveitou o facto de ter ficado na Q2 para pensar numa boa estratégia, o que o levou confortavelmente até aos pontos, chegando a ameaçar Rubens. A Williams também mostrou os progressos ao levar Rosberg a um seguro quinto lugar, e Nakajima chegou a andar em quarto, mas a estratégia mandou-o para bem longe dos pontos, quando estes pareciam quase certos… Os Toyota conseguem boas qualificações, mas na corrida perdem para os rivais com Trulli a partir mal e a acabar em sétimo, enquanto Glock apenas andou bem no final, encostando-se a Raikkonen, mas sem nunca ter hipóteses de o passar.Na secção dos derrotados, McLaren deve esquecer esta época e concentrar-se em 2010, pois os regulamentos já estão definidos, e o andamento desta corrida foi mau. Era melhor considerarem esta época um acidente de percurso, como a Honda fez em 2007… A Renault continua a descer mais fundo a cada corrida que passa, Alonso não pareceu sequer ter-se esforçado, enquanto Piquet finalmente brilhou, ao defender-se muito bem de Kubica e Hamilton sem o mais pequeno erro… Pena que isso apenas lhe tenha valido o 12º posto. Enquanto isso, BMW, Force India e Toro Rosso andaram incógnitas durante toda a corrida, numa autêntica sombra do que projectavam para esta temporada no início do ano…

Um pouco de bom senso

24 de Junho de 2009 Deixe um comentário

Hoje, FIA e FOTA tomaram uma decisão que finalmente vai trazer paz de volta à F1. Max Mosley desistiu das suas loucuras de tecto orçamental, cedendo perante após ter sido atacado por todos os envolvidos no desporto automóvel, desistindo também à tentação de se recandidatar nas eleições da FIA. O presidente da FIA aproveitou este acordo da melhor maneira, porque a “coisa” estava a ficar preta, arranjando assim a desculpa necessário para a não-recandidatação.

Os regulamentos não têm nada a ver com as propostas (ou melhor, imposições) que a FIA tinha aceite, sendo as regars do próximo ano uma autêntica cópia das deste ano, o que até pode ser bom para dar estabilidade aos projectistas para recomeçarem a transformar estes carros com as “linhas” do passado (nalgum sítio que os regulamentos se tenham esquecido…). Por um lado, fiquei um pouco triste com este acordo, porque as equipas vão continuar assim reféns das excentricidades dos dirigentes da FIA e da ganância de Ecclestone. Por isso, começar de novo até soava bem…

Apesar de, em mais uma guerra entre equipas e dirigentes, se ter chegado novamente a um acordo para salvar a existência da F1, a associação dos contructores esteve mais próxima do que nunca a criar um campeonato. Se em 1981 ocorreu uma corrida, esta acabou por não ter seguimento, pois as montadores não apoiaram a iniciativa; os acontecimentos deste ano quase provocaram um colapso verdadeiro deste desporto. A FIA tem estado a ver até onde vai a corda ao longo dos anos, e este ano talvez tenham descoberto que foi o limite…

Fórmula 1 DP aventura-se no Twitter

23 de Junho de 2009 Deixe um comentário

Apesar de ainda não ter a publicação relativa à corrida de Domingo, vou aproveitar para vos mostrar um dos campos para onde o blogue se expandiu,… o Twitter. Verifiquei que todos os meus blogueiros que se prezassem tinham uma conta no Twitter para coisas tão curtas (ou parvas) que não valia a pena perder um post com elas. Assim, o blogue está oficialmente a dar twitadas a partir de hoje… Eis o link: http://twitter.com/voaridase.

Alguns nomes que eu sigo:

Pit Stop provisório

22 de Junho de 2009 Deixe um comentário

Lamento não ter informações disponíveis sobre a corrida, mas não tive oportunidade de ver a corrida. Para não dizer disparates olhando apenas para a classificação decidi esperar que utilizadores do YouTube, sites e jornais desortivos me mostrem como foram os pontos mais importantes da corrida.

Entretanto veja a classificação na barra lateral que ficará disponível dentro de segundos…

Santander British Grand Prix – Qualificação

21 de Junho de 2009 Deixe um comentário

A Red Bull está mesmo inspirada, após esta qualificação percebemos que a Brawn já não é o carro a bater. Vettel liderou um dobradinha com Webber nos treinos de sexta-feira, e na Q3 iam repetindo o feito se Webber não tivesse errado um pouco na sua volta lançada. O australiano era o nome mais apontado para a pole position, mas o seu companheiro de equipa roubou-a mesmo nas suas barbas. Mark foi ainda ultrapassado por Barrichello, o brasileiro, como que a confirmar a ideia de Capelli, conseguiu aproveitar melhor o rendimento do BGP001 que Button. Enquanto Rubens se conseguiu meter entre os dois Red Bull com algum esforço, Jenson esteve irreconhecível não conseguindo ir mais além do que sexto.Toyota e Williams melhoraram bastante as suas performances, com os carros de Frank Williams a voarem baixinho e a levarem Nakajima a bater pela primeira vez Rosberg, em quinto lugar contra o sétimo do alemão. A maior surpresa foi o facto do japonês ter sido consistentemente mais rápido que o alemão, após uma dobradinha Willimas nos treino da manhã chefiada por Nico, Kazuki foi o mais rápido da Q1! Na Toyota ainda que os carros japoneses tenham passado um pouco mais despercebidos, também vão partir em boas posições para a corrida: Trulli em 4º e Glock em 8º. A Ferrari,que em Istambul era dada como principal rival da Brawn, ficou muito abaixo das expectativas, com Massa a ficar na Q2 por um erro que assumiu ter sido seu, e Raikkonen passou à Q3, mas não deslumbrou…Na Renault, Alonso tem motivos para as fortes críticas que dá a Briatore. Piquet ainda conseguiu chegar à Q2, mas não conseguiu sair de lá; Alonso saiu, mas ficou em último na Q3, e, como o seu companheiro disse, já foi a dar tudo por tudo, extraíndo tudo o que o carro tinha que saiu da Q3. A BMW vai de mal a pior: os pontos da última corrida já parecem uma miragem distante, com ambos os carros a não irem além da Q2, e Heidfeld vai partir do último lugar desta. Toro Rosso e Force India ocuparam as suas posições habituais, mas a McLaren fez péssimamente mal, com Hamilton a ficar na Q1 (!), devido ao acidente de Sutil (segundo ele diz), e Kovalainen soou muito para chegar a 13º.

Button, e os seus desejos…

19 de Junho de 2009 Deixe um comentário

Depois de alguma pesquisa da minha parte, decidi partilhar convosco os resultados. Decidi procurar sobre pilotos britânicos, que dos anos 90 até hoje tenham estado na frente do campeonato, na altura do GP britânico. Saltaram dois casos à vista por serem o oposto um do outro: Damon Hill em 1996, e Nigel Mansell em 1992.

No caso de Mansell, na época a Williams dominava por completo os acontecimentos, isto colocara Nigel e o seu companheiro Patrese na frente do campeonato. O britânico queria mostrar a todos que era ele que se iria tornar campeão, apesar da derrota para Senna no Mónaco. Mansell fez uma corrida exemplar, começando a festejar uma volta antes do fim; a sua frenética corrida para o pódio mostra como Nigel tinha querido aquela vitória. O inglês acabou por ganhar o campeonato muito antes do fim.Já Hill, ao contrário de Mansell, estava numa luta interna contra um tal “rookie” chamado Villeneuve. O canadiano estava a mostrar-se exemplar ao longo de todo o ano, não ganhando por pouco a sua primeira corrida não fosse um problema mecânico. Damon queria mostrar que era mais forte que o seu companheiro, mas acabou tudo muito mal para inglês com o seu abandono e vitória de Villeneuve, numa espécie de vingança: Hill tinha ganho na caso de Villeneuve, e o canadiano ganhou na casa do inglês. No entanto, Damon acabou por conquistar o título na última corrida no Japão. Jenson Button deve querer seguir as pisadas de Mansell, pois ver Barrichello a ganhar na “sua” casa não deve estar na lista de desejos do inglês.