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Archive for the ‘Análises’ Category

Gran Premio Santander d’Italia 2009 – Pontuação

15 de Setembro de 2009 Deixe o seu comentário

Após uma brilhante exibição de Rubens Barrichello no GP da Itália, chega a altura de ver quem fez um bom trabalho e quem é “um Luca Badoer”! Para quem é novo nestas andanças lembro que as pontuações vão de 1 a 10, e que é tudo com base no desempenho em pista: o facto de os carros serem melhores não será levado em conta…

Rubens Barrichello: Tinha tudo para conseguir ganhar a corrida: era o mais pesado da Q3, partia à frente do companheiro apesar de este estar mais leve, e por último está num momento fantástico. Assim que Button se começou a aproximar Rubens respondeu, ganhando uma corrida em que corria o risco de abandonar por causa caixa! Nota 10.

Jenson Button: Conseguiu finalmente recuperar o andamento, mas continua atrás de Barrichello. Conseguiu desenvecilhar-se de Kovalainen sem perder tempo, e defendeu-se de Hamilton nas voltas finais. Contra si joga o facto de se ter qualificado mais leve que Rubens, e de nem se ter dado ao trabalho de desafiar Barrichello por ser o suficiente para o campeonato… Nota 7.

Kimi Raikkonen: Depois de ter sido dado como uma carta fora do baralho no início do ano, conseguiu voltar ao ritmo que o classificou de “Iceman” e “Flying Finn”. O mais provável é pilotar um Ferrari em 2010, após ter feito (mais) uma corrida a defender-se de um carro mais rápido. Chegou ao pódio pela 4ª vez consecutiva, e está-se a chegar aos Red Bull. Nota 8.

Adrian Sutil: Depois de ter desperdiçado oportunidades brilhantes de pontuar em Shangai, Nurburgring e Spa, agarrou esta com as duas mãos para conseguir a volta mais rápida, uma primeira fila, e não largar os escapes de Kimi até ao final. Brilhante, mas o carro ajudou… Nota 9.

Fernando Alonso: O espanhol não conseguiu levar o Renault acima de algo mais que uns pontos, nem com um KERS que foi fundamental para a pista. No entanto, parece mais interessado em garantir um lugar na Ferrari, e o “Renaultgate” ainda lhe vai tirar umas noites de sono… Nota 6.

Heikki Kovalainen: Tinha uma boa estratégia que juntamente com a posição de largada, poderia dificultar a vida aos Brawn. Nada disso aconteceu, perdendo para ambos os BGP001 na largada (e tinha KERS…), depois deixou muito a desejar com a forma pouco rigorosa com que se defendeu de Liuzzi… Os abandonos à sua frente deram-lhe pontos, mas tem muito a agradecer a Martin Withsmarth já que é provável que seja confirmado! Nota 5.

Nick Heidfeld: Depois de ter tido que abortar a sua qualificação devido a um problema no motor que também afectou o seu colega, conseguiu recuperar algum ritmo para a corrida, aproveitando a subida de forma da BMW para marcar pontos pela 2ª corrida seguida, e já vai em mais de 40 corridas sem abandonar! Nota 7.

Sebastian Vettel: Ganhou apenas uma posição em relação ao grid, quando teve dois abandonos à sua frente… Logo aqui se vê como o alemão esteve bem abaixo do nível habitual em Monza: mas também mal tinha carro para pontos! Nota 5.

Giancarlo Fisichella: Como substituto de Badoer, era para ele facílimo fazer melhores resultados e foi exactamente isso que se verificou. No entanto nem chegou a tentar defender-se como deve ser de Buemi que tinha um carro claramente inferior… O facto de ter abortado/falhado o programa a cumprir nos treinos fez o melhor que pôde: esperemos por Singapura! Nota 6.

Kazuki Nakajima: A cada corrida que passa, o japonês relembra a todos o que eram pilotos como o seu próprio pai: sem qualquer vestígio de talento à mostra, e que deve à sua nacionalidade o facto de permanecer nesta competição, à semelhança de Speed na Toro Rosso… A sua performance na corrida? Nem apareceu nas câmaras… Nota 3.

Timo Glock: Tal como o seu companheiro apenas apareceu na TV, aquando das suas disputas com ele. A maneira vigorosa como atacou o companheiro poderá ter-lhe dado uma boa imagem junto da Toyota, mas isso não serve de nada se os japoneses continuarem a fazer figura! Nota 5.

Lewis Hamilton: Conseguiu a pole position, e fez um ritmo infernal antes da primeira paragem. Depois no turno seguinte baixou o ritmo, mas no final atacou Button vigorosamente perdendo o controlo do carro numa das suas tentativas… O facto de não ter culpado a equipa por ter um carro mais lento, mas sim a si próprio caiu bem para todos. A única coisa que ele precisa de trabalhar é manter a calma como Webber e Button conseguem. Nota 8.

Sebastien Buemi: O suíço nunca mais foi o homem visto nas primeiras provas que conseguia levar o Toro Rosso até posições de destaque. Quando se apercebeu que Bourdais e Alguersuari não eram adversários à altura baixou o ritmo… Na corrida nunca se percebeu bem onde andava, mas a ultrapassagem a Fisichella merece aplausos! Nota 5.

Jarno Trulli: Na conferência de imprensa afirmou que para si, estar em 12º ou 15º é a mesma coisa… Isso explica a sua tresloucada tentativa de passar Nakajima que por pouco não eliminava o seu companheiro e ele próprio! Mas, conseguiu dar a todos um belo “show” quando emparelhou com Glock durante duas curvas seguidas, nesta que deverá ser a última temporada do italiano na F1! Nota 6.

Romain Grosjean: O francês vai fazendo corridas piores a cada que passa. Na qualificação nem tinha ficado mal, mas uma saída de pista e outra corrida em que não figurou uma única vez… Nota 2.

Nico Rosberg: Não conseguiu contrariar o mau andamento da equipa, mas deu a entender que assim que percebeu que batia apenas os Toro Rosso baixou os braços… Acabou em último, mas o facto de a equipa ter achado que tinha um furo e mandá-lo às boxes cedo, quando era suposto ser o mais tardio a fazê-lo não ajudou nada! Nota 4.

Vitantonio Liuzzi: Alguersuari e Grosjean devem-se estar a roer de inveja: mesmo parado há dois anos, o italiano fez melhor que eles que estavam em competição… “Tonio” foi soberbo, mas tem muito a agradecer ao carro, porque para além de ter estado competitivo, e já se percebeu que o VJM-02 é de fácil adaptação. Não lhe estou a retirar o mérito: a ultrapassagem a Kovalainen foi excelente! Nota 7.

Jaime Alguersuari: Por mais que ele diga que está na F1 porque é um bom piloto, está-se a tornar óbvio que ele ainda precisa de continuar em categorias inferiores, porque apesar de abandonar por problemas mecânicos, nunca se lhe viram lances de génio ou qualquer coisa parecida. Nota 3.

Robert Kubica: Tal como Heidfeld teve que abortar a qualificação, e na corrida envolveu-se com Mark Webber o que lhe dificultou bastante a vida… Teve que parar para mudar a asa dianteira, mas curiosamente abandonou por causa de motor, deixando antever dificuldades à BMW! Nota 4.

Mark Webber: Para quem está (ou melhor, estava…) a lutar pelo campeonato só fez uma boa porcaria: qualificou-se atrás do companheiro, partiu mal, e acabou a sua corrida na 1ª volta no muro… Apesar de o polaco não ter deixado muito espaço, o australiano exagerou e devia ter sido mais prudente, voltando a ficar atrás de Vettel. Nota 4.

Sobre o GP de Itália:
Corrida
Qualificação
Previsões

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Análises de Mercado 2010 – parte 2

5 de Setembro de 2009 1 comentário

Após a primeira parte destas análises às situações das equipas para o mercado, vem aí a segunda (e última parte).

USF1

Na equipa oficial dos EUA a situação de participação e no mercado parece bastante seguro desde o anúncio de apoio do YouTube à equipa, e do facto de ser (das novas aquisições) a que parece estar melhor preparada. O provável patrocínio da Superfund, deverá ter entregue numa bandeja um lugar a Alexander Wurz, que tentará apagar a má imagem de 2007.

Apesar da vontade de ter um piloto americano na equipa, Peter Windsor não deverá contar com nenhum, pelo menos, já para 2010. Tanto Rossi como Summerton precisam de mais experiência antes de ingressarem em algo tão grande. Enquanto que a candidatura de Nakajima, apenas será considerada se a Toyota equipar os carros americanos.

Villeneuve tem nesta equipa, a sua maior probabilidade de regressar à modalidade máxima, pois apesar de não aceitarem pilotos pagantes, os homens da USF1 apreciam experiência…

Toyota

Na Toyota, tudo parece indicar que os japoneses apenas sofrerão um corte orçamental, e não abandonaram o desporto, mas o line-up lança muitas dúvidas… Apesar de não tão impressionante como Trulli nas últimas corridas, Timo Glock deve ser um nome garantido na equipa.

Jarno Trulli não deverá continuar como piloto Toyota, após cinco anos, e a verdade é que não tem mais alternativas, será o fim da linha do italiano? A opção de Kubica não passa de uma miragem, pois o polaco nem pareceu levar a sério a oferta… Kobayashi e Nakajima são, por isso, os principais pretendentes, mas parece ser o primeiro a levar vantagem como já referi há um tempo

Force India

Depois dos últimos resultados que os indianos conquistaram, duvido que o contracto com a Mercedes seja cancelado, pois aqueles pontos valerão milhões no final do ano para pagar aos alemães. Apesar de ter desperdiçado duas brilhantes oportunidades de brilhar no Nurburgring e em Shangai acredito que Sutil se manterá ao volante para o próximo ano.

Para o segundo carro existe muita concorrência, porque apesar de Liuzzi ter sido escolhido para este ano substituir Fisichella, o facto de Senna e Petrov cobiçarem o lugar não ajudará em nada o italiano… Apesar de nunca ter sido tão patriota como a Spyker, é melhor não descontar o compatriota da GP2, Chandhock da contenda!

Sauber / BMW / ?

Apesar de estar na fase de “eliminatórias da FIA”, creio que acabarão por ser mantidos. Kubica dificilmente ficará na equipa, pois pretende um volante competitivo, o que será complicado com uma equipa “nova”… A ideia de Peter Sauber é manter um dos pilotos, e como Heidfeld está sem mercado em 2010, poderá ser a “tábua de salvação” do alemão.

O que o suiço também disse, é que para completar o orçamento será necessário um piloto pagante, e isto coloca Senna e Petrov (mais uma vez) na pole position para ocupar o lugar…

Outros

As últimas 4 equipas que não referi, decidi nem perder tempo por as suas posições serem claras, ou então, demasiado confusas. A Brawn e a Red Bull vão manter os seus actuais pilotos, apesar de os austríacos terem sido os únicos a anunciá-lo oficialmente.

Manor (ou será Virgin?) e a Toro Rosso não deram quaisquer indícios sobre quem formará o line-up para 2010, e no caso dos britânicos, cheira-me que não o chegarão a fazer…

Video-jogos de F1 – F1.06

24 de Agosto de 2009 Deixe o seu comentário

Video-Jogos de F1 – GP4

21 de Agosto de 2009 2 comentários

Após grande alarido com o esboço do que a Codemasters vai colocar no jogo F1 2009 para a Wii (que sairá para PC e PS em 2010), o F1 Fanatic lembrou-nos daquele jogo bem antigo chamado Super MonacoGP. Não era licensiado, havia um piloto por GP equipa, categorias (tal como na LeMans Series) e as pistas eram oficias, bem, oficias de 1989…

Isto lembrou-me também de dois jogos de F1, mais actuais diga-se de passagem, com gráficos melhores, e os quais ainda jogo hoje. Estou a falar do saudoso GP4 (para o qual ainda hoje se fazem mods) e o último jogo oficial da F1: o F1.06 (em Portugal com a capa de Tiago Monteiro).

Decidi dar uma pequena análise aos dois: começo hoje com o GP4, e para dar especial atenção ao GP da Europa (no qual gostava de ver Rubinho ganhar), o F1.06 apenas será analisado na 2ª feira.

GP4 by Geoff Crammond

O GP4 foi um jogo criado por Geoff Crammond e vem de uma série de jogos chamdos F1 Grand Prix. O jogo retrata a temporada de 2001, com os pilotos e equipas a serem os de final de ano, por exemplo, apesar de só ter participado em 2 corridas, Tomas Enge aparece por terem sido as últimas…

Após o GP3 ter ficado aquém das expectativas, o GP4 transformou-se num dos melhores (o melhor mesmo) simuladores de F1 de sempre. Apesar de no aspecto deixar um pouco a desejar, a condução é muito realista, ora veja uma comparação entre um verdadeiro F1 (esquerda) e o GP4 (direita):

O jogo surgiu com bastantes “bugs”, a maioria deles foram corrijidos, mas houve outros que nem por isso… Por exemplo: o carro partia-se ao meio! No entanto, o jogo não perdia nada na minha classificação, pois os acidentes até eram realistas, vejam:

O jogo foi tão adorado pelo mundo no geral, que muitos se dedicaram ao simples acto de criar “mods” das temporadas para o jogo: de 1979 passando por 2008! Aliás, o próprio Geoff Crammond criou um bastante razoável “mod” desta temporada… Eis o mod de 2007:

E foi a minha publicação deste maravilhoso jogo, acesse ao site aqui, aprecie o seu fim-de-semana, amanhã é a qualificação, e depois os meus pitacos.

Estará a F1 a ficar sem motores?

5 de Agosto de 2009 Deixe o seu comentário

Estarão as montadoras a pensar a cessar o seu envolvimento na F1?

Com o abandono da BMW, a Fórmula 1 está a começar a ficar com falta de montadoras presentes, pois em reacção aos abandonos da Honda e da equipa alemã, apenas a Cosworth foi “convidada” a regressar. Será que começamos a ter falta de motores?

Voltaremos nós aos tempos em que todo o plantel era fornecido com os Ford Cosworth, e apenas a Ferrari escapava à regra? Há algum tempo atrás, antes mesmo de começar o blogue, eu dedicava-me às estatísticas e resultados de temporadas dos anos 70 e 80. Isto porque eu conheço melhor as temporadas mais recentes, já que tenho uma colecção de DVD’s dos chamados “season reviews”.

O principal problema que afecta a Fórmula 1 neste momento, é a tendência que está a voltar para as equipas independentes (as quais Mosley morre de amores por) estarem em maioria. As equipas constructoras estão a começar a desaparecer a olhos vistos, quando há uns 3 anos eram quase o dobro das independentes.

Há 3 anos, as montadoras eram o dobro das independentes

Este facto afecta os campeonatos, pois acaba por se tornar um efeito dominó. Isto porque, há medida que as montadoras desaparecem, torna-se necessário às outras equipas irem em busca de novos propulsores. Como se torna impossível convencer uma marca a ingressar na F1 quando outras estão a abandonar por problemas económicos, os independentes viram-se para os já existentes…

A sobrecarga com que os constructores presentes ficam acaba por levá-los também a abandonar. Por exemplo, este ano, apenas a BMW não fornecia uma equipa cliente. Toyota fornece Williams, Ferrari fornece Toro Rosso, Renault fornece Red Bull, e a Mercedes está a fornecer três equipas (McLaren, Brawn e Force India) ao mesmo tempo! Para o ano acredita-se que Williams deverá cortar relações com a Toyota rumando à Cosworth, o que colocará os regressados propulsores com 4 equipas para fornecer…

Ou a Fórmula 1, começa a tornar-se mais estável para as montadoras começarem a criarem motores de competição, porque já nem digo colocarem uma equipa, pois essas aventuras (Honda, BMW) não costumam correr bem, ainda que com excepções (Ferrari). É que as equipas independentes, que Mosley tanto adora, não criam os seus próprios motores…

Mosley tem que começar a criar laços com as montadoras

Meio ano depois – Toro Rosso

21 de Julho de 2009 Deixe o seu comentário

No início deste ano depressa percebemos que o carro que a Toro Rosso iria apresentar ao mundo nunca poderia ser tão competitivo em resultados como o seu antecessor. Isto por três razões: Primeira – o carro foi o último a ser apresentado (até a Brawn apresentou antes) o que reduzia o tempo de testes; Segunda – era o primeiro carro que a equipa construía nas suas próprias fábricas, sendo-lhes entregue grande parte do desenvolvimento durante o ano pela primeira vez; Terceiro – a dupla de pilotos estava longe de ser a ideal, pois Buemi era um estreante e Bourdais tinha deixado muito a desejar em 2008…Agradável surpresa: Apesar de o resultado geral da equipa na qualificação ter sido tão mal quanto o esperado (ficaram logo na Q1), espantou todos ser o “rookie” Buemi na frente do mais experiente companheiro francês. A corrida reservou, no entanto, umas belas prendas para a equipa de Faenza, com ambos os carros nos últimos dois lugares pontuáveis, ainda que com Buemi de novo na frente. Para a Malásia, o grid deixou o novato suíço com o último lugar da grelha e Bourdais a chegar à Q2. A corrida acabou por não ser nada de especial, com Buemi a abandonar ao perder o controlo à chuva, e o seu colega francês chegou a 10º, mas não impressionou ninguém.

Estreante a dar que falar: Na China, Buemi já se começava a mostrar claramente como o piloto principal da equipa italiana, ao levar o STR04 à Q3! O seu companheiro não passou da Q1, começando a enviar o relatório de desculpas esfarrapadas à equipa… Já começava a azedar a relação entre o francês e a equipa. À chuva, Buemi deu mais um ar de si, ao chegar novamente aos pontos, enquanto seu companheiro de equipa se arrastou pelo pelotão… No deserto barhenhita, Buemi não foi mais longe que a Q1, pois desta vez o carro não o permitiu, mas mesmo assim mais rápido que o seu colega em último. Na corrida, o estreante suíço não conseguiu levar a melhor sobre o carro sendo batido pelo companheiro que apesar de tudo não deslumbrou…Pontos ali pertinho: Com a chegada a Montmeló, o título do Autosport em relação à situação de Bourdais explicava-se perfeitamente: “Bourdais salvo por falta de alternativas… até ver”. A verdade é que o francês voltou a ficar na Q1. O seu companheiro é que impressionava, ao ter feito o 7º melhor tempo na primeira sessão. O destino e o muro roubaram-lhe, na Q2, as hipóteses de sair de lá… A corrida durou apenas uma curva para os dois pilotos: Buemi e Bourdais envolveram-se os dois na carambolada inicial, abandonando no local.

No Mónaco as coisas pareceram começar a sorrir para os lados de Faenza, com ambos os pilotos na Q2 (mais graças ao défice de performances de Toyota e BMW do que por deméritos próprios). Buemi na frente de Bourdais está claro! O suiço teve menos sorte na corrida, com Piquet a batê-lo na largada, e mais tarde enquanto seguia colado ao Renault, Sebastien perdeu as estribeiras e o carro que acertou na traseira do carro do brasileiro. Bourdais fez, à semelhança de Fisichella, uma estratégia de uma única paragem, mas bastante tardia. A estratégia resultou na perfeição com um ponto na contagem pessoal do francês.Na cauda do pelotão: Na Turquia o andamento dos chassis da equipa italiana revelou-se muito menos prometedor do que havia sido em Monte-Carlo, com os dois carros no fundo da classificação tanto na qualificação como na corrida. Na corrida seguinte, a surpresa da corrida, não foi o mau andamento dos STR04, mas sim do de Buemi, que foi batido por Bourdais na qualificação! Sem surpresas, os carros não melhoraram nem um pouco, com ambos os carros na Q1, com Bourdais a despedir-se da equipa (e provavelmente da F1) com o último lugar da grelha e um abandono.

Será que as novas alterações (duplo difusor, por exemplo) levarão a equipa aos pontos? Será que Alguersuari (veja a publicação do Capelli acerca do piloto espanhol aqui) valerá alguma coisa, ou terá sido um movimento de mercado? Irá Bourdais avante com as acções legais contra a equipa, e mais importante, permanecerá na F1? Não perca o GP da Hungria este fim-de-semana…

Meio ano depois – BMW Sauber

21 de Julho de 2009 Deixe o seu comentário

Nenhuma equipa (à excepção da Brawn) apostou tanto numa temporada logo no início da anterior, após a vitória de Kubica no Canadá 2008. A equipa germânica tinha o “plano ascensão” tão bem traçado que ficou complicado cumpri-lo… A BMW fez os seguintes objectivos: 1º ano – pontuar regularmente. Certo. 2º ano – ir ao pódio. Certo, até já o tinha feito em 2006. 3º ano – vitórias. Certo. 4º ano – título. Errado, nem pontos… A embirrância de Mario Theissen em seguir este plano à risca fez com que a equipa se visse refém do destino. Em 2008, apesar de o desenvolvimento do carro ter cessado imediatamente após a primeira vitória, Kubica ainda tinha hipóteses de ser campeão a duas corridas do fim! Quem sabe onde teriam chegado se tivesse apostado mesmo no ano passado, como o ano definitivo para o famigerado título…Falsas promessas: Com os primeiros testes ficámos admirados com o convencional F1.09, pois achámos todos que um carro tão “normal” sem linhas ou pontos em que contornasse as regras de modo a poder ganhar preciosos segundos. No entanto, Theissen continuava a afirmar que o carro tinha hipóteses sérias no campeonato, e Heidfeld falava de ganhar o seu primeiro título… Enganaram todos de tal maneira que os BMW Sauber (juntamente com os Brawn) eram os mais prováveis candidatos a ganhar em Melbourne na opinião de quase todos. Na primeira corrida ainda deu boas indicações,… pelo menos com Kubica! O polaco chegou muito perto dos BGP001 e de Vettel, podendo mesmo ter ganho a corrida graças à escolha de pneus nas voltas finais, sem um toque em Sebastian que acabou a corrida de ambos. O seu companheiro, não passou da Q2, e envolveu-se num acidente na 1ª curva, acabando em 11º…

Na Malásia, a chuva deve ter sido muito abençoada pela BMW que viu na qualificação um resultado idêntico a Melbourne, e o abandono de Kubica com poucas voltas decorridas provocou grande desânimo da equipa. No entanto, uma muio afortunada escolha de pneus colocou “Quick” Nick no pódio, apenas atrás de Button! Não se podia dizer ainda muito do andamento dos carros, pois Heidfeld esteve apenas uma volta no segundo posto, no que acabou por ser a volta dos resultados… Para a China, os sorrisos depressa desapareceram, com Nick a ficar na sua posição habitual, e Kubica a ficar logo na Q1! Na corrida, Kubica foi pior ainda, tendo que trocar duas vezes a sua asa da frente, e o seu companheiro perdeu a oportunidade de lutar pelos pontos devido a uma estratégia não muito cooperante.No fundo do poço: Com a chegada ao deserto do Barhain, a BMW depressa começou a descobrir que os meses de avanço na criação do seu chassis de 2009 estavam a ir por água abaixo, com ambos os carros a ficarem-se pela Q2. Pior mesmo, estava reservado para a corrida, com ambos os carros a passarem grande parte da corrida nas duas últimas posições, quando deveriam estar a lutar pelo título! Também deverá ter ajudado a nova “aerodinâmica” frontal dos carros… ;) Nem o KERS (que nesta corrida também esteve equipado em Kubica) ajudou a tirar a equipa do precipício…

Luz ao fundo do túnel: Com a chegada a Montmeló, a experiência dos treinos pré-temporada e um novo “nariz” mais alto, acabaram por se evidenciar com a chegada de Kubica à Q3. Na corrida, no entanto, foi a vez de Heidfeld voltar a brilhar aguentando bem a luta com Raikkonen para facturar dois preciosos pontos. Robert pareceu ter a motivação em baixo perdendo uma posição em relação à largada.O regresso do pesadelo: Com a chegada a Mónaco depressa nos apercebemos que os carros bávaros, nem com uma homenagem ao bom e velho Mini conseguiam chegar a resultados, com os carros na Q1 (!) batendo apenas os Toyota que tiveram qualificação péssima… Na corrida, não se saíram muito melhor arrastando-se pelo pelotão.

No meio do pelotão e alguns pontos: As alterações importantes introduzidas para a Turquia (KERS “light” e duplo difusor) surtiram os seus efeitos com os pilotos mais perto dos pontos, e Kubica a pontuar pela primeira vez em 2009. No Reino Unido, os carros estiveram ainda pior arrastando-se pelo pelotão em posições medianas. Na última corrida, os bávaros viram-se em dificuldades com Heidfeld a ser o mais eficiente, mesmo não chegando aos pontos; Kubica queixou-se do equilíbrio do carro não andando sequer perto do companheiro…

Resta saber se a melhoria de performance da Toro Rosso não será fatal às aspirações dos alemães (pontos, está claro!), pois melhorias parecem impossíveis e ficarem mais para trás poderá piorar a posição dos patrocinadores e dirigentes em relação a Theissen, especialmente devido ao fracasso que foi o KERS que o alemão defendeu nas reuniões da FOTA, e que já foi abandonado pela própria equipa…

Meio ano depois – Mantovani

19 de Julho de 2009 Deixe o seu comentário

Apesar das minhas análises à temporada entre as equipas e os pilotos, decidi que alguns blogueiros também merecem ser elevados pelas suas obras e performances do ano. Por isso, decidi colocar as grandes charges do Bruno Mantovani sob análise… dos meus leitores! Vou colocar uma sondagem no blogue sobre o que você acham das charges (imagens e vídeos) do grande Mantovani das corridas!

Eis os links das imagens…

… e as charges animadas:

Pessoalmente, tenho a dizer que nas imagens o meu favorito é o de Espanha (em cima), e o animado preferido é o de Mónaco (em baixo)…

Meio ano depois – Renault

18 de Julho de 2009 Deixe o seu comentário

No início deste ano, ficámos todos com dúvidas relativamente à equipa de Enstone. Ninguém sabia se os carros franceses conseguiriam aguentar o ritmo do final de 2008, ou se voltavam à (muito pouca) competitividade do início do ano passado. A apresentação do R29 ainda deixou mais dúvidas, pois de uma lado havia Alonso tagarelando sobre um possível título, e do outro olhávamos para um carro que parecia um verdadeiro camião, sem qualquer linhas dignas de nota, com um bico alto e bem quadradinho… Com os testes depressa percebemos que o Renault não estava à altura do desafio, obrigando Fernando a moderar o seu discurso.

Regresso ao passado: Em Melbourne, os maus resultados dos testes depressa se reflectiram na equipa, com Piquet a ficar logo pela Q1, e Alonso mesmo com as suas indiscutíveis capacidades não conseguiu levar o seu camião além do 12º posto. A corrida até fo melhor para o espanhol, que aproveitou para passar a corrida incógnito até quatro preciosos pontos. O seu companheiro fez uma péssima corrida, pois até ao seu abandono (travões frios na sequência de um Safety-Car) não estava numa posição nada agradável. Na corrida malaia, os chassis franceses não conseguiram um único ponto com os dois pilotos, mas desta vez Alonso ainda conseguiu passar para a Q3, mesmo não batendo ninguém nessa fase…Algumas melhorias: Em Shangai, a equipa levou algumas peças novas, incluíndo um duplo difusor (que apenas veio para Alonso, no jacto privado de Briatore). Mesmo não recebendo a maioria das novidades, Piquet ficou muito abaixo do esperado não passando de novo pela Q1; o seu companheiro impressionou tudo e todos ao colocar-se entre os dois Red Bull, em segundo! Na corrida, as coisas não correram tão bem: tornara-se claro que Fernando tinha muito pouca gasolina, tendo de reabastecer quando o SC ainda estava em pista… Ainda assim, acabou em nono, mas soube a pouco. O seu companheiro conseguiu fazer pior (como?) ao passar mais tempo fora de pista do que dentro, tendo de trocar a asa da frente duas vezes por erros seus.

Para o Barhain, a equipa foi com muito pouca esperança, após a etapa chinesa não os ter premiado com quaisqueres pontos, mas o cenário até foi animador: Piquet conseguiu finalmente sair da Q1, ainda que não tenha estado isente de erros; e Alonso levou o seu paralelipípedo sobre rodas até ao sétimo posto. Na corrida foi ainda melhor como resultado de conjunto, com Alonso a perder uma posição em relação ao grid, mas ainda conseguiu dar um pontito à equipa, e Nelsinho finalmente fez uma corrida decente, em que se defendeu brilhantemente de Barrichello.A somar gradualmente: Com a chegada a casa de Alonso, a equipa ainda não tinha conseguido chegar a uma performance ideal, e apesar de chegar à Q3, o carro estava obviamente com pouco combustível; Piquet conseguiu sair de novo para a Q2, mas só aconteceu devido a erros de terceiros… Na corrida, Alonso aproveitou os problemas de combustível de Massa para passar a 5º, e Piquer voltou a estar muito mal. No Mónaco, os Renault estavam bastante bem, com Alonso a ter feito o melhor tempo de Sábado de manhã, e chegando à Q3 com relativa facilidade, e Piquet poderia ter seguido o mesmo caminho, não fosse um pião numas das suas voltas rápidas. Na parte “a sério” Alonso ainda levou uns pontos, mas Piquet foi abalroado pelo estreante Buemi.

Início da queda: Na Turquia vimos mais do mesmo, com Alonso na Q3 (apesar de um susto na curva 8) e na frente de Piquet, que perdeu o controlo do carro nas suas duas voltas rápidas na Q1. Na corrida foi tudo ainda menos risonho com Alonso a dizer à equipa que não tinha capacidade para mais do que o 10º posto, e Piquet apesar de uma boa ultrapassagem a Hamilton não conseguiu evitar cair na classificação. No Reino Unido, a equipa de Enstone tinha muito a fazer, pois os seus piltos estavam fartos que ter de dar o litro só para saírem da Q1, fazendo questão de o dizer em público! Na corrida os pilotos estiveram muito mal, não conseguindo pontuar nem chegar lá perto, mesmo se Piquet se defendeu bem de Kubica e Hamilton.Terceira força: Com a chegada ao Nurburgring, a equipa esperava poder capitalizar pontos, e propôs-se com o objectivo de chegar até ser terceira força do campeonato. Depressa nos apercebemos que estavam mesmo a dar o tudo ou nada nesse sentido, com Piquet a chegar à Q3 pela primeira vez este ano, e na frente de Alonso (pela primeira vez, também). A volta mais rápida da corrida e dois pontos para Alonso mostraram até que ponto a equipa estava a falar a sério…

Portanto, conseguirá a Renault ganhar ainda uma corrida este ano? Ou terá sido a performance do Nurburgring puro acaso?

Meio ano depois – McLaren

17 de Julho de 2009 Deixe o seu comentário

A McLaren tal como as outras equipas de topo de 2008, apresentou o seu carro cheia de sorrisos e ambições para com esta temporada. A motivação era muita, e porque não? A equipa tinha ganho o último campeonato e provado que sabe dominar as corridas, mesmo com a multa financeira de 2007. No entanto, há medida que os testes decorriam apercebiamo-nos de que algo estava mal; o carro rodava muitas vezes com a asa do ano anterior (mais larga e baixa). Por mais que a equipa de Woking tentasse solucionar o problema até Melbourne, os carros foram para Albert Park com sérias dúvidas de poderem conseguir sequer pontuar…Mentira penosa: Apesar de nenhum dos McLaren ter ido além da Q2, a equipa sofreu um abanão maior: após ter passado Trulli sob Safety-Car, Hamilton voltou a deixá-lo passar de novo. Até aí tudo bem… O problema é que os comissários que tinha sido o italiano a começar a acção e retirou-lhe o terceiro posto, que acabou por parar no colo de Lewis. Escusado será dizer que quando lhe perguntaram, o britânico defendeu a decisão dos comissários, pois a sua equipa tinha falhado em colocar o seu companheiro nos pontos… Mas, “mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo”; a expressão popular acenta que nem uma luva a esta situação, com as comunicação rádio de Hamilton e McLaren a não coincidirem, resltando na desclassificação do inglês, e Trulli voltou à sua posição.

Com a chegada a Sepang, Lewis pediu desculpa a Charlie Witthing pelas suas acções na prova australiana. Alguns consideraram que isto serviu apenas para tentar evitar problemas com a FIA para o piloto. A verdade é que desde o escândalo “News Of The World” que Mosley culpava a McLaren da difusão das imagens, marcando, por isso, uma audiência para 29 de Abril sobre se se deveria ou não aplicar uma maior pena à equipa de Woking. A corrida malaia também não foi muito boa para a equipa, com apenas Hamilton a marcar um ponto solitário, e Kovalainen a perder o controlo do seu carro na primeira volta…Recuperando terreno: Com a chegada à China, veio a estreia de um novo duplo difusor e de uma asa da frente melhorada. Os resultados foram bastante óbvios, com Hamilton a chegar pela primeira vez no ano à Q3, e Kovalainen na Q2, mas mais perto da passagem. Na corrida, foram andamentos distintos, enquanto Heikki fez a melhor performance do ano até agora, chegando a um impressionante quinto lugar, Lewis pareceu lutar com o próprio carro, saíndo de pista duas vezes com benefício para o seu comapanheiro e Sutil. Só recuperou a posição ao piloto da Force India quanod este se despistou, e não devido a uma ultrapassagem sua…

No Barhain, a estreia de peças novas ajudou Hamilton a uma boa qualificação e corrida, mas Kovalainen não passou da Q2 e ficou muito aquém das expectativas. Lewis voltou a ser a luz ao fundo do túnel para a equipa britânica, com uma performance que lhe poderia ter garantido um pódio, apenas perdendo duelos para Vettel e Button que tinham melhores carros que ele. Na mesma semana, e após os despedimentos de Ryan e Dennis, a equipa recebeu uma pena de três corridas sem participar caso quebrasse os regulamentos desportivos até ao fim do ano.De volta à cauda: Com a chegada a Espanha, o bom ambiente do comunicado da FIA e as performaces do Barhain depressa se diciparam ao verem o ritmo desolador dos MP4-24 na pista andaluza. O carro não era bom quase que para sair da Q1! Na corrida, Kova abandonou com problemas mecânicos, e Lewis não pontuou sofrendo mesmo a vergonha de ser dobrado por Button, quando em 2008 os papéis eram os inversos… No Mónaco, os carro ainda pareciam ter capacidade para os pontos, mas um erro de Lewis na qualificação deixou-o muito mal na corrida, não recuperando muito terreno. Heikki ainda parecia estar em rumo a três pontos que lhe valeriam muito no seio da McLaren, mas uma distracção momentâneo foi o necessário para acabar a sua corrida contra os muros de Monte-Carlo.

Na Turquia, as coisas não ficaram muito melhores com Kovalainen a conseguir passar da Q1, mas na Q2 bateu apenas Sutil, enquanto o seu companheiro cometeu uma péssima escolha de pneus para a sua volta rápida deixando-o na primeira sessão de qualificação. Na corrida não correu melhor com Kovalainen a provocar um pião de Barrichello, após uma luta interessante com ele, e Lewis deixou-se ir ao sabor do vento (quase literalmente). No prova britânica, as coisas não melhoraram com Hamilton a bater apenas Fisichella (!), e o seu companheiro teve que colocar todo o seu talento e empenho para passar da Q1… Na corrida Lewis, pareceu nem se esforçar, mas acabou mesmo assim na frente do companheiro, dando-se ao luxo de fazer uns “donuts” para o seu público no fim da corrida. Provavelmente o ponto alto da equipa em todo o fim-de-semana…Regresso dos bons resultados: Com a chegada à Alemanha, vimos a estreia de novas peças no carro, que pareceram dar resultado com Hamilton a ser o mais rápido numa das sessões de treinos. Os chassis de Woking classificaram-se muito bem, passando ambos à Q3, em quinto e sexto. A partida foi excelente para Hamilton que estava a discutir o 1º lugar com Rubinho quando Webber lhe furou o pneu traseiro… Ainda que tenha continuado, qualquer hipótese do inglês aproveitar a corrida perdeu-se aí. O ponto que Kovalainen trouxe soube a muito pouco…

Estará a equipa, de regresso à forma do ano anterior já na Hungria, ou terá sido a prova alemã que deu uma falsa impressão do McLaren? O que se sabe é que a corrida no Hungaroring vai ser decisiva para mais de metade dos pilotos e equipas saberem se devem continuar a investir neste ano…

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